JW, é o novo nome do meu sítio. Escolhi este nome porque as palavras são a minha paixão, e este blog não passa disso, apenas algumas palavras que me dão o maior prazer e satisfação escrever.

25
Fev 11

Somos todos fruto do mesmo e o nosso Destino é igual. Nascemos do nada e ao nada regressaremos um dia, seja ele mais cedo ou na altura certa.

Dou por mim a pensar nisto enquanto reabro as minhas caixas de recordações antigas. Prendas, fotos, cartas, bilhetes, textos. Uma vida que deixei para trás, pessoas que deixei que saíssem do meu coração, mas que guardei com muito carinho naquelas caixas. Porquê? Porque sei que essas pessoas jamais voltarão a fazer parte da minha vida, apenas são recordações. Recordações boas e más.

Quando a uma certa altura da vida nos deparamos com uma nova realidade, apercebemo-nos o que perdemos ao longo desta e o que gostaríamos de recuperar. Apercebemo-nos que o melhor não é mostrar arrependimento por algo, mas sim lutar pelo perdão e pelo lugar numa bela caixa de recordações, seja a recordação boa ou má. Perguntamo-nos se como muita gente está na nossa caixa, nós estaremos na caixa de alguém. E mais uma verdade nos confronta: não fomos assim tão importantes. A voz da consciência é sempre mais forte e o arrependimento não quer ficar na caixa. O arrependimento precisa de ouvir um “estás perdoado” para que possa lá entrar e ficar.

 Não é fácil sentir arrependimento, não é fácil sentir que se está sozinho, mas acima de tudo é muito mais difícil ver as pessoas de que gostamos de costas voltadas. Sentir que estão a caminhar felizes em direcção ao futuro deixando-nos para trás no caminho, juntamente com pequenos cacos de vidro que são as nossas recordações conjuntas, como se elas não tivessem importância alguma. Pode não ter para elas, mas para nós são das recordações mais valiosas. E agora elas estão no chão feitas em pequenos cacos de vidro. Sentamo-nos, choramos, desesperamos e esperamos. Esperamos que uma delas volte atrás, perdoe e nos dê a mão. Mas tal não acontece. Esperamos que passe alguém que nos estenda a mão. Mas também não acontece. Apenas passam, olham e ao revirar os olhos vão ter com elas. Esperamos mais, mas desesperamos. Até que chega alguém que nos perdoa, que nos dá a mão, embora hesitante. Perdoa, ajuda, compreende, mas não é de novo nossa amiga. Até que partem para junto delas, apenas nos visitando de vez em quando. Não as censuramos. Fomos nós que erramos, não elas.

Por fim passa ela. Aquela pessoa que as vê lá ao fundo, mas que não precisam de ajuda nem de companhia. Ela vê-nos a nós e estende a mão, levando-nos com ela. Há muito que não caminhava-mos para o futuro, é difícil e nem sempre ela pode estar presente.

Caminhamos para junto delas à espera do perdão que teima em chegar. Pensamos porque é que não são capazes de perdoar, se todos nós erramos e é com os erros que aprendemos. É fácil recusar o perdão a alguém, mas um dia quando somos nós a errar também queremos o perdão.

 

Sara Rute

publicado por Sara Rute às 08:20
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